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28 de janeiro de 2011 / Flavio Machado

Que Ano Novo!

foto: Guto Costa

Foi uma virada de ano especial em Copacabana. O início da Década de Ouro foi marcado por muita emoção e alegria, se tornando um momento inesquecível na vida de milhões de pessoas. Aliás, ficamos muito felizes com o acerto que foi a escolha desse tema. Alcançou exatamente o nosso objetivo: Alimentar as pessoas de otimismo e confiança para encarar uma década sem precedentes para a cidade do Rio de Janeiro.

foto: Alexandre Loureiro

O Copacabana Réveillon 2011 teve show de luz e laser, 11 balsas posicionadas em linha (alcançando toda a extensão da praia), show pirotécnico sincronizado com uma trilha de arrepiar, gravação de DVD da Daniela Mercury, show do Zeca e o grande momento de lançamento da marca dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

O Lançamento da marca foi um momento único. Uma emoção difícil de descrever. Foi como se fosse a ficha caindo: Vamos MESMO sediar os Jogos Olímpicos! Para mim a ficha continua caindo, ainda não caiu. Acho que só vai cair mesmo depois de 2012. Foi uma honra enorme participar de um momento tão importante e histórico para o Rio e para o Brasil. E o trabalho da Tátil Design ficou lindo, mas eu sou suspeito porque sou fã.

foto: Publius Vergilius

“O show pirotécnico foi o mais lindo já visto e ouvido (!) em Copacabana”, foi a frase que não me cansei de ouvir após o evento. Créditos para uma baiana de garra chamada Vivian Pires e de uma empresa espanhola formada por profissionais incríveis. A sincronia dos fogos com a trilha sonora produzida pela João Brasil funcionou perfeitamente. E o Rio teve uma festa de ano novo à altura da década que se inicia nesse ano.

foto: Gustavo Pellizzon

Tenho muito a agradecer a Prefeitura do Rio, Globo Rio, Secretaria de Cultura do Estado do RJ, Ministério da Cultura, ABIH, Beat 98 e, claro, aos patrocinadores Bradesco, Coca-Cola, Oi, Petrobras e EBX. Lutamos muito para agradar a todos, e acho que conseguimos.

E já estamos pensando em como iremos superar esse réveillon. O show não pode parar…*

Para quem quiser saber mais, o Copacabana Réveillon tem um site oficial e também está no FacebookTwitter.

*Finalmente voltei a escrever no IQM e minha promessa para o ano é voltar a escrever com frequencia… ;)

24 de junho de 2010 / Flavio Machado

Come Play!

Bidding-Nation-Australia-2018  

E a Austrália deu adeus à Copa do Mundo, mas o país está fazendo bonito na canditadura a país-sede do evento em 2022.

No dia 02 de Dezembro desse ano, a FIFA irá anunciar os países que sediarão as Copas de 2018 e 2022. Isso mesmo, decidido num só lance, tipo gol de ouro. Cada nação pode se candidatar a uma das datas ou ambas, mas cada ano será num continente diferente. Os canditados são: Austrália (2022), Inglaterra (2018 e 2022), Estados Unidos (2018 e 2022), Bélgica e Holanda (2018 e 2022), Portugal e Espanha (2018 e 2022), Japão (2022), Qatar (2022), Rússia (2018 e 2022) e Coréia do Sul (2022). Vai ser uma bela briga…

Os meus preferidos são os europeus e a Austrália. Se depender da campanha, a terra dos cangurus (ou Socceroos) merece ganhar de goleada. Come Play!

O vídeo é disparado o mais bem feito e o país soube usar melhor do que todos as mídias sociais, criando um engajamento bastante expressivo. Todas as ações reforçam não só o interesse dos australianos em receber o evento, mas as atrações turísticas de encher os olhos que o país oferece, com uma infraestrutura de dar inveja. Não é à toa que os Jogos Olímpicos de 2000 em Sydney foram um exemplo de organização para o mundo.

É claro que também há um ponto negativo que pesará na decisão: o fuso horário que faz com que a maior parte do mundo tenha que madrugar para assistir as partidas. Além disso, tem a ameaça dos Estados Unidos. O futebol está crescendo bastante por lá e a FIFA certamente está de olho grande no maior mercado consumidor do mundo.

E como não poderia faltar, tem um país do Oriente Médio apresentando projetos de estádios bilionários-incríveis, o que já virou tradição nas disputas esportivas. Se o Qatar vai ganhar ou não eu não sei, mas só a presentação dos primeiros cinco estádios já impressiona:

De qualquer forma coloquei a Austrália no meu bolão da candidatura e torço muito para que esse país, pelo qual eu tenho uma queda especial, ganhe a disputa.

Para 2018 é barbada que ganha um país europeu, né? Nada mais justo. Gosto de todas as opções, mas uma Copa em Portugal e Espanha não seria naaaddaaaa mal…

Veja as campanhas e faça suas apostas:

Austrália: http://www.australia2018-2022.com.au/

EUA: http://www.gousabid.com/

Portugal e Espanha: http://www.candidaturaiberica.com/por

Inglaterra: http://www.england2018bid.com/

Holanda e Bélgica: http://www.thebid.org/?lang=en

Qatar: http://www.qatar2022bid.com/

Rússia: http://www.russia2018-2022.com/en.aspx

Japão: http://www.dream-2022.jp/en/index.html

Coréia do Sul: http://www.korea2022.org/

24 de maio de 2010 / Flavio Machado

LOST & Found

A série de maior sucesso da televisão mundial chegou ao tão aguardado fim. Como já era previsto, nem todos gostaram do seu final, mas certamente os acionistas da Disney e os produtores da série estão muito felizes com os resultados. Foi um exagero de comercial na ABC: 107. Isso mesmo. Haja break! E cada inserção de 30" custou 900 mil dólares. Faz a conta…

Lostsupper
 

LOST representou a vitória da qualidade. A série apostou na produção de altíssimo nível e provou que essa é a melhor arma para as TVs resistirem à crescente ameaça da internet. Quem ganha com isso é a audiência. A geração Lost se acostumou a rir com a criatividade na internet e assistir super produções na TV. Gostando ou não da série, não dá para negar que ela se tornou um novo benchmarking de produção, roteiro e de utilização da internet para engajar o público.

Um coisa não foi mistério para ninguém: LOST achou o pote de ouro no fim do arco íris (ou no centro da ilha?!). Ninguém resiste a um bom mistério…

DamonCarltonPolarBearPainting
Os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse posando com o misterioso urso polar da série. 

24 de janeiro de 2010 / Flavio Machado

5 Marcas, Várias Pesquisas e Uma Grande Incerteza

Outro dia recebi um convite para entrar no site 5Brand.Net e escolher cinco marcas que me definem. Achei interessante e logo me cadastrei e comecei a procurar minhas marcas preferidas. Essa experiência serviu para reforçar uma opinião que eu tenho sobre pesquisa de mercado: Desconfie do resultado. Sempre. Principalmente quando se tratar de um tema subjetivo, como se definir através de cinco marcas.

Eu escolhi as cinco, mas não tenho certeza da minha resposta. E foi bem difícil. Na verdade, percebi que existe uma diferença sutil entre as minhas marcas preferidas e marcas que definem a minha personalidade. Nem sempre são as mesmas. Fiquei pensando nas interpretações distorcidas que uma pesquisa como essas pode causar.

As pesquisas se baseiam na premissa de que as pessoas sabem responder sobre elas mesmas melhor do que ninguém. Só que se isso fosse verdade ninguém precisaria de analista.

Duvida
 

É fato também que as pessoas mentem. E não necessariamente por mal. Mentem porque tem vergonha, porque querem ser outra pessoa ou porque não tem saco para ficarem pensando muito sobre o próprio comportamento. Mentem muitas vezes sem saber que estão mentindo. Nós simplesmente não somos confiáveis. E não acredito muito em margem de erro, pois acho que quem mente é a grande maioria.

Acredito que uma boa intuição é melhor do que uma detalhada e cara pesquisa. A maioria dos produtos inovadores de grande sucesso jamais seriam produzidos se fossem depender de pesquisa de mercado. A cadeira Aeron, por exemplo, foi um fracasso nas pesquisas com consumidores e a empresa resolveu colocar à venda assim mesmo, alcançando um enorme sucesso.

Se lembra de como o Gatorade era um troço aguado e ruim quando foi lançado? O sabor continua o mesmo, só que agora a gente gosta. E o RedBull? Eu confesso que jamais diria que uma bebida com um gosto daquele poderia se tornar esse fenômeno mundial. Quer demonstração maior do que uma marca bem trabalhada pode fazer?

Forma boa de fazer pesquisa é quando a pessoa não percebe que está sendo pesquisada. Nada melhor do que observar o consumo, o comportamento e as discussões dos consumidores.

O negócio é que as grandes empresas funcionam num sistema de ciência exata. Acham que o comportamento do consumidor pode ser sempre medido e avaliado com precisão numa planilha excel.

Nikeny2jo7 

Algumas marcas como Nike, Nestlé e Unilever já gastam mais com mídias denominadas "não mensuráveis", do que com mídia convencional. E pasmem: dá resultado!
 

Paixão, emoção e autenticidade não são precisamente mensuráveis. É necessário admitir e saber conviver com esse fato para inovar num mercado cada vez mais globalizado e competitivo.

Até hoje não estou certo das cinco marcas que escolhi no 5Brand.Net, mas  a minha incerteza já é vista como certeza por alguém. Acho que nem Freud explica…

4 de novembro de 2009 / Flavio Machado

Publicidade Cirúrgica

O sucesso meteórico recente do Facebook e do Twitter pegou muita gente de surpresa, incluindo as próprias pessoas que os utilizam. A explicação para isso está na própria ferramenta que capacita os usuários a atraírem outros novos usuários, o que os profissionais vem chamando de "viral-expansion loop".

Network

Mas o mais interessante disso tudo é como esses fenômenos estão ajudando a criar uma nova forma de publicidade. Não se trata mais somente de direcionar a propaganda online de acordo com a navegação das pessoas, como o Google já faz há algum tempo. Agora é possível escolher precisamente os usuários que tem maior influência sobre seus amigos ou seguidores e torná-los os seus maiores disseminadores de informação.

Como diz Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, "a mensagem que você recebe, através de diversos meios, é menos importante do que de quem você as recebe. Se você recebe de alguém que confia, você prestará atenção, no entanto, se a mensagem vier de alguém que você não confia, o efeito é contrário". Esse discurso não tem nada de novo. É a mesma história do poder que os consumidores Beta ou Adotantes Iniciais (Early Adopters) tem de influenciar consumidores em massa. Se você quer ser mais eficiente, não é necessário anunciar para todo mundo, mas para quem interessa. A diferença agora é a precisão que pode ser alcançada através dessas novas ferramentas online.

Imagine poder segmentar um público-alvo não somente por sexo, idade e classe social, mas por sua capacidade de influenciar outras pessoas dentro do segmento do seu produto. Pessoas que, nas últimas 24 horas, por exemplo, escreveram um post, twittaram, avaliaram um anúncio, comentaram, sugeriram aos amigos ou fizeram upload de um video sobre produtos da indústria na qual você atua. Dessas pessoas, ainda é possível escolher as que tem maior poder de alcance.

Twitter Illustration

Depois disso, basta acompanhar quantas e qual o perfil das pessoas que acompanharam a disseminação das informações postadas por esses influenciadores, correto? Nem… Porque parar por aí quando é possível ir além?

A melhor maneira de avaliar uma propaganda não deveria ser baseada em quantas pessoas a viram, mas quanto tempo os consumidores se envolveram com ela. Por isso mesmo, está surgindo a venda por tempo de engajamento com a publicidade. O anunciante passa a comprar, por exemplo, 4 minutos por usuário pelo período de um mês de interatividade. O tempo pára no momento que o consumidor deixar de interagir e volta a contar se ele retornar dentro do período. Genial.

Publicidade assim é tudo o que os gerentes e diretores de comunicação sonharam na vida. Mas não se enganem, a construção de marca ainda depende e sempre dependerá da comunicação offline, não mensurável, real, ao vivo, com muita emoção e, consequentemente, inesquecível. Mas isso é assunto para outro post…

Para se aprofundar no assunto, o livro "Viral Loop: From Facebook to Twitter, How Today's Smartest Businesses Grow Themselves", de Adam L. Penenberg, é considerado um dos melhores nessa abordagem. Já comprei o meu…

2 de novembro de 2009 / Flavio Machado

Quer Inovar? Pense o Óbvio.

Inovação. Essa palavra definitivamente está na moda, e muitas empresas a usam em seus slogans e comerciais. Porém, quais delas são realmente inovadoras? E o que isso significa?

Ideia

Muita gente ainda associa inovação simplesmente ao avanço tecnológico de um produto. É comum citarem o iPod, o iPhone e o iMac como produtos inovadores, mas a grande inovação da Apple não está somente nos produtos, mas na integração do seus hardwares com seus softwares em modelos de negócios que fazem sentido para o consumidor. O iPod jamais teria o sucesso que tem se não houvesse o iTunes. A Apple é extremamente eficaz em atender necessidades que os consumidores nem sabiam que tinham. Quem acompanha a empresa sabe que boa parte do segredo desse sucesso está em simplificar o que muitos outros fazem de forma complexa. Em outras palavras, pensar o óbvio.

ITunes + iPhone

Jonathan Kaplan e Ariel Braunstein viram uma oportunidade ao notar que, enquanto a indústria de filmadoras digitais se voltava em desenvolver câmeras mais modernas, complexas e, consequentemente, mais caras, os consumidores não tinham a opção de um produto mais simples, de qualidade boa o suficiente para quem não é profissional ou semi-profissional. Em 2007, a Pure Digital lançou a Flip Ultra. Em poucos meses, o produto de qualidade razoável, extremamente simples de usar e com preço muito menor que a concorrência (US$ 150,00 comparado a US$ 800,00 do preço médio de uma câmera Sony), abocanhou 17% do mercado de filmadoras nos EUA. Esse exemplo mostra que inovação não está necessariamente relacionada ao desenvolvimento de uma nova tecnologia, mas pode estar em modelos de negócios e ideias simples que ninguém conseguiu enxergar antes.

Flip-minohd

Apresentando a nova Flip MinoHD:

Video da campanha viral da Flip. Inovação também na comunicação:

Esse caso ainda serve de resposta para os assassinos da inovação, que acreditam que se a ideia realmente é tão boa, alguém já teria tido.

Quem diria, há 15 anos atrás, que a Sony perderia a liderança mundial no mercado de eletrônicos para a Samsung? A empresa ainda se tornou a marca global número 1 em eletrônicos e ultrapassou a Motorola no mercado de celulares em 2007. Hoje, a Samsung tem cerca de 26% do mercado de TVs digitais, seguida de 15% da Sony. Um dos fatores que causaram esse sucesso da Samsung foi o investimento no design de seus produtos, depois de constatar que o consumidor dá valor não só a sua qualidade, mas também à sua beleza. Em muitos casos, se colocar no lugar do consumidor e acompanhar de perto pessoalmente o seu comportamento, é melhor do que qualquer pesquisa.

Muitas empresas grandes, mesmo gastando milhões em P&D, tem dificuldades de constatar o óbvio. Eu, pessoalmente, já me irritei bastante com um Palm que não tinha uma chave que bloqueasse o teclado e com a agenda de um celular Motorola que só buscava pela primeira letra. Ambas empresas investem alto em P&D, mas não conseguiram detectar falhas ridículas de seus produtos mais vendidos. Coincidentemente, ambas as empresas foram do céu ao inferno nos últimos anos.

Numa matéria recente na Época Negócios, o presidente da Unilever Brasil, o holandês Kees Kruythoff, diz o seguinte: "A gente tem um negócio muito simples: vender sabão e sopa. Mas a gente também tem pessoas muito inteligentes que criam coisas complicadas. O desafio é tornar simples coisas difíceis".

Inovação, portanto, deve estar não só na tecnologia, mas na comunicação, no modelo de negócio, no design e, principalmente, na gestão. Como lembra o professor e consultor Rowan Gibson, quando a Apple lançou o Macintosh, em 1984, a IBM gastava pelo menos cem vezes mais em P&D. Já tive reunião com profissionais que tinham um discurso conceitual lindo, recheado de termos complicados e estudos complexos sobre o consumidor, mas, misteriosamente, toda essa informação bloqueava sua capacidade de compreender coisas simples.

Adoro o caso da melancia quadrada. Numa quebra de paradigma fantástica, produtores japoneses cultivaram a melancia numa forma quadrada e tiveram enormes economias em transporte e armazenamento. Além de despertar a curiosidade por sua forma inusitada, a fruta ganhou a preferência de boa parte dos consumidores por ser mais útil e prática que a melancia normal. O resultado foi um sucesso de vendas com uma margem de lucro maior.

Melancias Quadradas

Em todo o caso, é bom reforçar que se a inovação não for relevante para o consumidor, nem pendurando uma melancia quadrada no seu produto irá torná-lo um sucesso. Entre uma ideia simples e outra complexa, eu fico com a simples, óbvio.

29 de outubro de 2009 / Flavio Machado

É Isso

O filme "This Is It", que mostra os últimos momentos de Michael Jackson ensaiando a turnê que estrearia em julho de 2009, vale a ida ao cinema. O filme já seria interessante se não houvesse o apelo emocional que tem. Ver MJ se preparando para um novo espetáculo, orientando e sendo orientado, é muito interessante. Obviamente, dá pena saber que, além de termos perdido um gênio da música pop, perderemos a oportunidade de ver um show incrível. Destaque para uma coadjuvante: a talentosa guitarrista. Só vendo para entender. Enfim, é isso.

Michael Jackson

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